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segunda-feira, 14 de janeiro de 2013
terça-feira, 16 de outubro de 2012
Como eu descobri tanta coisa ou o que toda mulher deveria saber sobre parto
Juntei aqui
algumas informações que considero importantes sobre o parto e que eu só
encontrei depois de muita pesquisa. Como nada disso é óbvio ou intuitivo, eu
gostaria de repassá-las ao maior número possível de pessoas, para que cada vez
mais mulheres possam ter no parto um momento lindo, mágico, encantador, ao
contrário do show de horrores que normalmente se imagina quando se pensa a
respeito.
Interessada? Se sim, continue lendo.
Você já viu como a mulher e o recém-nascido são normalmente tratados no parto? Se não, já que uma imagem vale mais que mil palavras, segue o link:http://www.youtube.com/watch?v=wUmL9V2z_aA
A primeira vez em que eu vi isso, eu fiquei horrorizada. Mas daí, como tantas outras pessoas, pensei que não tinha outro jeito, que isso era necessário, que tinha que ser assim... tanto é que essa é a norma, é o que você costuma encontrar nos vídeos de parto na internet, feitos por pais que não estavam denunciando nada, só estavam filmando aquilo que achavam absolutamente normal. Só que, daí, depois de muitas pesquisas, descobri que não. Que parir (e nascer) poderia ser assim:http://www.youtube.com/watch?v=o1qUIs_msbk
Ou até mesmo assim: http://www.youtube.com/watch?v=qiof5vYkPws
Sabendo que o seu filho pode ser tratado com tanto amor e carinho, que ele pode nascer, vir direto para os seus braços e só sair daí quando você ou ele quiserem... como, em sã consciência, escolher que ele seja tratado da forma padrão?
Quando se fala em humanização do parto, não se trata de parto em casa, de parto sem anestesia, de parto assim ou assado. Trata-se, sim, de um parto onde a gestante e a criança recebem um tratamento humano, digno, respeitoso.
E será que isso é tão raro? Porque parir de forma humana toma tempo – de leito, de quarto, de médico... – e, na nossa cultura, tempo é dinheiro. Dinheiro que os planos de saúde e a saúde pública não estão dispostos a pagar. E muitos médicos, por não receberem o que merecem, passam a sentir-se no direito de repassar aos seus pacientes esse descaso.
Para apressar o parto, foram inventados procedimentos invasivos, perigosos e dolorosos como a episiotomia (o corte da vagina), a indução com ocitocina (o sorinho), a manobra kristeller (subir na barriga da mulher), e a amniotomia (rompimento artificial da bolsa). Alguns deles podem de fato ser indicados em alguns RAROS casos, mas é muito comum que eles sejam realizados indiscriminadamente, como rotina, mesmo quando não é preciso. Muitas mulheres têm trauma ou terror de parto normal, ou exibem sequelas físicas (a tão temida incontinência, por exemplo) por conta desse tipo de coisa. Sem entender que o problema foi o tratamento que ela recebeu, a mulher parte do princípio de que o parto em si é algo horrível.
Além disso, deixar uma mulher livre para se movimentar, andar, fazer o que bem entender enquanto está em trabalho de parto, para parir na posição que quiser, não é prático para o hospital. Muito mais fácil lidar com todas aquelas “gravidinhas” deitadinhas, sofrendo em silêncio em suas caminhas, não é? E assim o que é mais prático para o hospital acaba se sobrepondo ao bem-estar da mulher naquele momento que é sem dúvida um dos mais importantes da sua vida. Nada mais desumano. Você só vai parir essa criança uma única vez. É um evento especial e ímpar no mínimo para você e para ela. Pergunto: alguém trataria assim uma noiva no dia de seu casamento? Alguém trataria assim um formando no dia de sua formatura? E olha que nesse tipo de ocasião, ao contrário do parto, a pessoa pelo menos estaria plenamente capaz de se defender sozinha.
Agredir, intimidar, embaraçar, constranger uma mulher que está em trabalho de parto ou parindo não é só uma escrotidão sem tamanho. É violência contra a mulher. É violência contra a criança. É achar que “faz parte”. Muito como há algum tempo atrás era comum que se acreditasse que a mulher tinha que aguentar apanhar do marido quando “não se comportava”. Ou que bebezinhos não sentiam nada, mesmo quando se faziam cirurgias de peito aberto sem anestesia.
Quando o parto não é humanizado, o bebê é brutalmente maltratado já ao sair da barriga (seja por onde for). Manejado como uma boneca de pano, ninguém espera que seu cordão pare de pulsar, e cortam-no logo que possível. Ele é levantado e mostrado para a mãe – de longe – como um pedaço de carne no açougue e levado para a mesa de tortura, onde, sob uma luz cegante, ele será, sem mais cerimônias, e muito desnecessariamente, esfregado furiosamente, aspirado com sondas enfiadas em seus orifícios (de cima e de baixo), medido, pesado e ainda agredido, com um colírio fortíssimo, que arde (e que só seria necessário se a mãe tivesse gonorreia e ele tivesse nascido de parto normal).
Ninguém faz caso de seus berros desesperados. Ninguém se abala com seu terror. É como se, por ele não ser capaz de fazer qualquer outra coisa além de mover levemente a cabeça e balançar os braços e pernas – e, claro, chorar – seu sofrimento e medo não fossem reais. E não só são reais como são absolutos. Afinal, um recém-nascido não sabe de nada do que lhe acontece, não entende nada do que lhe é dito. Só o que ele entende é que ele saiu pronto para buscar o calor e o amor de sua mãe e, ao invés disso, encontrou violência e agressão.
Mamar? Mamãe? Só depois. Primeiro o berçário de última geração, as fórmulas artificiais na mamadeira, a água com açúcar. A mãe só vê seu filho depois da visita do pediatra plantonista, que pode levar até 6 horas.
É bom esclarecer que o problema não é a cesariana. A cesariana pode salvar muitas vidas, quando necessária. Só que, se ela não é necessária, ela arrisca a vida da mãe e de seu filho três vezes mais. Fora todos os outros riscos aumentados, de depressão pós-parto, de dificuldades ao amamentar, de sequelas físicas. Se você, sabendo de tudo isso ainda prefere a cesariana, o corpo é seu, o filho é seu. A escolha é sua.
O horror é você ser levada a fazer uma cesariana sem saber dos riscos, ou sem saber que não precisava dela. É ser pressionada a aceitar a cirurgia quando na verdade não a queria. E depois, não raro, ainda por cima tem que escutar que a escolha foi sua, quando na verdade não foi. Porque quando alguém te diz que se você não fizer a cesárea “o seu filho pode morrer”, não existe escolha real. Você faz o que qualquer mãe faria, você salva a vida do seu filho... sem saber que ela nunca esteve em perigo.
Por exemplo:
- cordão enrolado no pescoço do bebê não vai asfixia-lo. O bebê respira pelo cordão, pelo umbigo: a mãe respira e o oxigênio vai para o bebê. Todo bebê se enrola e desenrola no cordão e é comum que eles nasçam com o cordão em torno do pescoço, por vezes muitas voltas, aliás. A pessoa que está junto, médico ou parteira, vai e tira como se fosse um cachecolzinho. Se estiver apertado demais, é só fazer uma manobra para desenrolar.
- não tem nada demais em passar de 40 semanas de gestação. As 40 semanas são uma média. Cada bebê tem o seu tempo e é comum que as marinheiras de primeira viagem passem inclusive de 41 semanas. E mais: não há como saber quando o bebê foi concebido e por isso é muito arriscado tirar o bebê antes de ele nascer sozinho. Ele pode (e isso é muito comum) ter menos tempo de forno do que todo mundo pensava.
- se o seu bebê está sentado com 38 semanas de gestação, existem vários modos de tentar fazer o bebê virar. E mesmo que nada dê certo e ele permaneça sentado, é possível ainda que ele vire durante o trabalho de parto, motivo pelo qual pode-se esperar a máxima dilatação e só então – se a mulher e o médico não quiserem arcar com os riscos de tentar parir o bebê sentado mesmo – fazer a cirurgia.
- bebês com mais de 3,5kg não vão te arregaçar (não, não vão te arregaçar. Aliás, parto normal não arregaça ninguém; tudo volta ao normal dentro de alguns meses), não vão quebrar sua bacia, não vão quebrar os ombrinhos nem as costelas. Apenas nascerão grandes. Sim, é possível que ele seja grande demais para passar pela bacia da mãe. Mas isso é algo que só dá para saber durante o trabalho de parto, nunca antes, nunca por um simples ultra-som.
- quando a bolsa rompe e o trabalho de parto não começa, você pode induzir o parto com ocitocina ou monitorar diariamente com cardiotocografia e ultrassonografia e tomar muita água para repor o líquido que vai escapando. Um lindo relato disso é o da Joana Imparato, que ficou 7 dias com a bolsa rota:http://joanaimparato.blogspot.com.br/p/relato-de-parto_21.html
- falta de dilatação não existe. Só existe falta de paciência. Cada mulher evolui no seu tempo; tem mulheres que dilatam tudo em 2 horas, tem outras que levam dias. Assim como há mulheres que não sentem dor nenhuma no trabalho de parto e há mulheres que não o suportam sem anestesia. Cada corpo é um corpo.
- se o seu exame de Streptococus deu positivo, é só tomar um antibiótico durante o trabalho de parto.
- se os batimentos do coraçãozinho do seu bebê caem durantes as contrações, não tem nada errado. É quando os batimentos caem nos intervalos, fora das contrações, que isso indica o tal sofrimento fetal.
Esses são alguns dos argumentos utilizados para coagir mulheres a aceitarem cirurgias desnecessárias. Desde pequenas, somos levadas a crer que parir é perigosíssimo, que nossos corpos não estão preparados para isso. Sim, há casos em que precisamos de ajuda (no máximo 15% dos casos, aliás). Mas a regra é a vida (claro, ou não estaríamos aqui). É possível parir até mesmo sozinha. Isso não é ideal, nem desejável, mas é possível. É algo fisiológico, natural do nosso corpo. O parto é seu! As outras pessoas estão lá só para ajudar, para apoiar, SE NECESSÁRIO. Não permita que te roubem essa maravilhosa experiência!
Boa sorte e boa hora!
Interessada? Se sim, continue lendo.
Você já viu como a mulher e o recém-nascido são normalmente tratados no parto? Se não, já que uma imagem vale mais que mil palavras, segue o link:http://www.youtube.com/watch?v=wUmL9V2z_aA
A primeira vez em que eu vi isso, eu fiquei horrorizada. Mas daí, como tantas outras pessoas, pensei que não tinha outro jeito, que isso era necessário, que tinha que ser assim... tanto é que essa é a norma, é o que você costuma encontrar nos vídeos de parto na internet, feitos por pais que não estavam denunciando nada, só estavam filmando aquilo que achavam absolutamente normal. Só que, daí, depois de muitas pesquisas, descobri que não. Que parir (e nascer) poderia ser assim:http://www.youtube.com/watch?v=o1qUIs_msbk
Ou até mesmo assim: http://www.youtube.com/watch?v=qiof5vYkPws
Sabendo que o seu filho pode ser tratado com tanto amor e carinho, que ele pode nascer, vir direto para os seus braços e só sair daí quando você ou ele quiserem... como, em sã consciência, escolher que ele seja tratado da forma padrão?
Quando se fala em humanização do parto, não se trata de parto em casa, de parto sem anestesia, de parto assim ou assado. Trata-se, sim, de um parto onde a gestante e a criança recebem um tratamento humano, digno, respeitoso.
E será que isso é tão raro? Porque parir de forma humana toma tempo – de leito, de quarto, de médico... – e, na nossa cultura, tempo é dinheiro. Dinheiro que os planos de saúde e a saúde pública não estão dispostos a pagar. E muitos médicos, por não receberem o que merecem, passam a sentir-se no direito de repassar aos seus pacientes esse descaso.
Para apressar o parto, foram inventados procedimentos invasivos, perigosos e dolorosos como a episiotomia (o corte da vagina), a indução com ocitocina (o sorinho), a manobra kristeller (subir na barriga da mulher), e a amniotomia (rompimento artificial da bolsa). Alguns deles podem de fato ser indicados em alguns RAROS casos, mas é muito comum que eles sejam realizados indiscriminadamente, como rotina, mesmo quando não é preciso. Muitas mulheres têm trauma ou terror de parto normal, ou exibem sequelas físicas (a tão temida incontinência, por exemplo) por conta desse tipo de coisa. Sem entender que o problema foi o tratamento que ela recebeu, a mulher parte do princípio de que o parto em si é algo horrível.
Além disso, deixar uma mulher livre para se movimentar, andar, fazer o que bem entender enquanto está em trabalho de parto, para parir na posição que quiser, não é prático para o hospital. Muito mais fácil lidar com todas aquelas “gravidinhas” deitadinhas, sofrendo em silêncio em suas caminhas, não é? E assim o que é mais prático para o hospital acaba se sobrepondo ao bem-estar da mulher naquele momento que é sem dúvida um dos mais importantes da sua vida. Nada mais desumano. Você só vai parir essa criança uma única vez. É um evento especial e ímpar no mínimo para você e para ela. Pergunto: alguém trataria assim uma noiva no dia de seu casamento? Alguém trataria assim um formando no dia de sua formatura? E olha que nesse tipo de ocasião, ao contrário do parto, a pessoa pelo menos estaria plenamente capaz de se defender sozinha.
Agredir, intimidar, embaraçar, constranger uma mulher que está em trabalho de parto ou parindo não é só uma escrotidão sem tamanho. É violência contra a mulher. É violência contra a criança. É achar que “faz parte”. Muito como há algum tempo atrás era comum que se acreditasse que a mulher tinha que aguentar apanhar do marido quando “não se comportava”. Ou que bebezinhos não sentiam nada, mesmo quando se faziam cirurgias de peito aberto sem anestesia.
Quando o parto não é humanizado, o bebê é brutalmente maltratado já ao sair da barriga (seja por onde for). Manejado como uma boneca de pano, ninguém espera que seu cordão pare de pulsar, e cortam-no logo que possível. Ele é levantado e mostrado para a mãe – de longe – como um pedaço de carne no açougue e levado para a mesa de tortura, onde, sob uma luz cegante, ele será, sem mais cerimônias, e muito desnecessariamente, esfregado furiosamente, aspirado com sondas enfiadas em seus orifícios (de cima e de baixo), medido, pesado e ainda agredido, com um colírio fortíssimo, que arde (e que só seria necessário se a mãe tivesse gonorreia e ele tivesse nascido de parto normal).
Ninguém faz caso de seus berros desesperados. Ninguém se abala com seu terror. É como se, por ele não ser capaz de fazer qualquer outra coisa além de mover levemente a cabeça e balançar os braços e pernas – e, claro, chorar – seu sofrimento e medo não fossem reais. E não só são reais como são absolutos. Afinal, um recém-nascido não sabe de nada do que lhe acontece, não entende nada do que lhe é dito. Só o que ele entende é que ele saiu pronto para buscar o calor e o amor de sua mãe e, ao invés disso, encontrou violência e agressão.
Mamar? Mamãe? Só depois. Primeiro o berçário de última geração, as fórmulas artificiais na mamadeira, a água com açúcar. A mãe só vê seu filho depois da visita do pediatra plantonista, que pode levar até 6 horas.
É bom esclarecer que o problema não é a cesariana. A cesariana pode salvar muitas vidas, quando necessária. Só que, se ela não é necessária, ela arrisca a vida da mãe e de seu filho três vezes mais. Fora todos os outros riscos aumentados, de depressão pós-parto, de dificuldades ao amamentar, de sequelas físicas. Se você, sabendo de tudo isso ainda prefere a cesariana, o corpo é seu, o filho é seu. A escolha é sua.
O horror é você ser levada a fazer uma cesariana sem saber dos riscos, ou sem saber que não precisava dela. É ser pressionada a aceitar a cirurgia quando na verdade não a queria. E depois, não raro, ainda por cima tem que escutar que a escolha foi sua, quando na verdade não foi. Porque quando alguém te diz que se você não fizer a cesárea “o seu filho pode morrer”, não existe escolha real. Você faz o que qualquer mãe faria, você salva a vida do seu filho... sem saber que ela nunca esteve em perigo.
Por exemplo:
- cordão enrolado no pescoço do bebê não vai asfixia-lo. O bebê respira pelo cordão, pelo umbigo: a mãe respira e o oxigênio vai para o bebê. Todo bebê se enrola e desenrola no cordão e é comum que eles nasçam com o cordão em torno do pescoço, por vezes muitas voltas, aliás. A pessoa que está junto, médico ou parteira, vai e tira como se fosse um cachecolzinho. Se estiver apertado demais, é só fazer uma manobra para desenrolar.
- não tem nada demais em passar de 40 semanas de gestação. As 40 semanas são uma média. Cada bebê tem o seu tempo e é comum que as marinheiras de primeira viagem passem inclusive de 41 semanas. E mais: não há como saber quando o bebê foi concebido e por isso é muito arriscado tirar o bebê antes de ele nascer sozinho. Ele pode (e isso é muito comum) ter menos tempo de forno do que todo mundo pensava.
- se o seu bebê está sentado com 38 semanas de gestação, existem vários modos de tentar fazer o bebê virar. E mesmo que nada dê certo e ele permaneça sentado, é possível ainda que ele vire durante o trabalho de parto, motivo pelo qual pode-se esperar a máxima dilatação e só então – se a mulher e o médico não quiserem arcar com os riscos de tentar parir o bebê sentado mesmo – fazer a cirurgia.
- bebês com mais de 3,5kg não vão te arregaçar (não, não vão te arregaçar. Aliás, parto normal não arregaça ninguém; tudo volta ao normal dentro de alguns meses), não vão quebrar sua bacia, não vão quebrar os ombrinhos nem as costelas. Apenas nascerão grandes. Sim, é possível que ele seja grande demais para passar pela bacia da mãe. Mas isso é algo que só dá para saber durante o trabalho de parto, nunca antes, nunca por um simples ultra-som.
- quando a bolsa rompe e o trabalho de parto não começa, você pode induzir o parto com ocitocina ou monitorar diariamente com cardiotocografia e ultrassonografia e tomar muita água para repor o líquido que vai escapando. Um lindo relato disso é o da Joana Imparato, que ficou 7 dias com a bolsa rota:http://joanaimparato.blogspot.com.br/p/relato-de-parto_21.html
- falta de dilatação não existe. Só existe falta de paciência. Cada mulher evolui no seu tempo; tem mulheres que dilatam tudo em 2 horas, tem outras que levam dias. Assim como há mulheres que não sentem dor nenhuma no trabalho de parto e há mulheres que não o suportam sem anestesia. Cada corpo é um corpo.
- se o seu exame de Streptococus deu positivo, é só tomar um antibiótico durante o trabalho de parto.
- se os batimentos do coraçãozinho do seu bebê caem durantes as contrações, não tem nada errado. É quando os batimentos caem nos intervalos, fora das contrações, que isso indica o tal sofrimento fetal.
Esses são alguns dos argumentos utilizados para coagir mulheres a aceitarem cirurgias desnecessárias. Desde pequenas, somos levadas a crer que parir é perigosíssimo, que nossos corpos não estão preparados para isso. Sim, há casos em que precisamos de ajuda (no máximo 15% dos casos, aliás). Mas a regra é a vida (claro, ou não estaríamos aqui). É possível parir até mesmo sozinha. Isso não é ideal, nem desejável, mas é possível. É algo fisiológico, natural do nosso corpo. O parto é seu! As outras pessoas estão lá só para ajudar, para apoiar, SE NECESSÁRIO. Não permita que te roubem essa maravilhosa experiência!
Boa sorte e boa hora!
Retirado do blog:http://infospartohumanizado.blogspot.com.br
terça-feira, 9 de outubro de 2012
Curiosidades da Partolandia
Curiosidade da partolândia I: não existe dilatação de "5 dedos". A dilatação se mede com 1 dedo, 2 dedos e a partir disso são centímetros, pois não dá para colocar 3 dedos, 4 dedos.. até dá, mas não é bonito. Então a dilatação vai em 1 dedo, 2 dedos, 3 cm, 4 cm... até 10 cm.
Curiosidades da Partolândia II: o que dilata é o colo do útero, aquela estrutura que fecha do útero e mantem o bebê lá dentro por 9 meses. É lá que a gente mede a dilatação. Depois disso, no canal do parto, vem só tecido elástico, que não precisa dilatar para o nascimento, mas sim "esticar".
Curiosidades da Partolândia III: quando a bolsa se rompe, o bebê continua produzindo líquido amniótico através da urina, e sua cabecinha faz uma "rolha" que veda o colo do útero provisoriamente. Assim, ele sempre terá líquido amniótico ao seu redor! Não à toa que um bebê que nasce com bolsa rompida há muito tempo, frequentemente ainda vem numa torrente de água!
Curiosidades da Partolândia IV: não existe bebê que ficou mal porque "bebeu água do parto" ou porque "engoliu mecônio". Bebês bebem água do parto durante metade da gestação, o tempo todo. E o mecônio é uma substância estéril e sem risco para o tubo digestivo. O perigo é a aspiração profunda de mecônio, porque obstrui os alvéolos. Já o líquido aspirado não chega a ser um problema importante.
Curiosidades da Partolândia V: todos os bebês nascem roxos, porque dentro do útero eles vivem o tempo todo com essa cor, sendo o útero um ambiente de baixa oxigenação. Só quando nasce e respira é que ele vai começar a ficar cor de rosa aos poucos. Portanto quando disserem "você passou da hora, tanto que nasceu roxo na cesárea", desconfie do 171 obstétrico. Bebês nascem roxos, todos!
Curiosidades da Partolândia VI:Todos os bebês têm algum nível de icterícia fisiológica, aquele amarelo na pele e olhos. Eles nascem com excesso de hemáceas, que ao serem degradadas produzem a bilirrubina, substância amarela. Aos poucos o fígado metaboliza e a cor da pele vai voltando ao normal. São raríssimos os casos de icterícia patológica que requerem banho de luz. A imensa maioria dos bebês internados nas UTIs neonatais privadas estão lá ajudando a pagar o equipamento, só isso.
Curiosidades da Partolândia VII: O cordão umbilical não precisa ser cortado em nenhum momento específico. Se a família quiser, pode esperar a hora do banho da mãe, ou da pesagem do bebê. Se o bebê nasce na rua ou em casa, é para deixar o cordão ligado. O cordão não faz mal ao bebê! Não tenha pressa!
Curiosidades da Partolândia VIII: A gravidez humana dura EM MÉDIA 38 semanas a partir da concepção ou 40 semanas a partir da última menstruação. Quando falamos que a gestante está de 28 semanas, estamos contando da menstruação. Se fôssemos falar a partir da concepção, diríamos 26 semanas. A contagem em mês é artificial e aleatória. Com 28 semanas tem gente que chama de 7 meses, tem gente que chama de 6 meses, tem gente que chama de 6,5 meses. Contagem em meses não serve para nada.
Curiosidades da Partolândia IX: Apgar é uma nota que se dá ao bebê quando ele nasce. Não precisa fazer nada, só observar o bebê. A primeira nota se dá com 1 minuto de vida e não tem significado algum. A segunda nota se dá com 5 minutos de vida e diz mais ou menos as condições do recém nascido naquele momento. Qualquer nota acima de 7 no quinto minuto já é uma nota ótima. A nota do primeiro minuto não é levada em consideração em nenhum tipo de levantamento. É só para divertir a audiência.
Curiosidades da Partolândia X: A medida do comprimento do recém nascido não serve para nada, o bebê sempre está encolhido, então não dá para medir. Só serve para a diversão da galera, e não entra em nenhum levantamento de saúde. Nem entra na DNV, declaração de nascido vivo. É que nem medir o bíceps de um menino de 8 anos para saber se ele é forte. Se 3 pessoas medirem o recém nascido, teremos 3 medidas diferentes. A única medida que tem função é o peso.
Curiosidades da Partolândia XI: o cordão umbilical é preenchido de uma geléia elástica que faz com que ele seja praticamente "incomprimível", mantendo assim os vasos sanguíneos bem protegidos. Por isso que em situações normais, circulares de cordão (seja quantas forem), não tem qualquer significado!
Curiosidades da Partolândia XII: na imensa maioria das situações, quem determina a entrada em trabalho de parto é o bebê. Quando seu pulmão (último órgão a amadurecer) fica pronto, começa a produzir surfactante, que cai no líquido amniótico e provoca uma reação em cadeia que faz a mulher entrar em trabalho de parto. Portanto quando a mulher não está em trabalho de parto significa que o bebê não está maduro, simples assim. Para entrar em trabalho de parto, não adianta escalda pé, acupuntura, comida apimentada e escrever cartas. O que adianta é pedir pro bebê produzir logo um pouco de surfactante!
Por ANA CRISTINA DUARTE.
O que é uma Doula??
A doula …
- Reconhece o nascimento como uma experiência que a mãe vai se lembrar toda a sua vida…
- Compreende a fisiologia do nascimento e as necessidades emocionais de uma mulher em trabalho de parto…
- Auxilia a mulher na preparação e realização de seus planos para o nascimento…
- Fica ao lado da parturiente durante todo o trabalho…
- Fornece apoio emocional, medidas de conforto físico, um ponto de vista objetivo e assistência à mulher no sentido de obter as informações que precisa para tomar boas decisões…
- Facilita a comunicação entre a parturiente e a equipe médica…
- Percebe seu papel como aquele que nutre e protege a memória da mulher na sua experiência de parto.
Doula é uma profissional que trabalha diretamente ao atendimento de mulheres em trabalho de parto, dando apoio emocional e físico, ajudando a diminuir a dor com métodos não-farmacológicos, e para que esse momento seja o mais especial possível.
Ela tem conhecimento sobre obstetrícia e pode ficar com a gestante em casa até que o trabalho de parto fique ativo, diminuindo o tempo no hospital e evitando o estress que pode atrapalhar a dilatação.
Ela tem conhecimento sobre obstetrícia e pode ficar com a gestante em casa até que o trabalho de parto fique ativo, diminuindo o tempo no hospital e evitando o estress que pode atrapalhar a dilatação.
Antes do parto: ela orienta o casal sobre o que esperar do parto e pós-parto,ajuda a mulher a se preparar fisicamente e emocionalmente para o parto, das mais variadas formas.
Durante o parto: a doula funciona como uma interface entre a equipe de atendimento e o casal. Ela explica os complicados termos médicos e os procedimentos hospitalares e atenua a eventual frieza da equipe de atendimento num dos momentos mais vulneráveis de sua vida. Ela ajuda a parturiente a encontrar posições mais confortáveis para o trabalho de parto e parto, mostra formas eficientes de respiração e propõe medidas naturais que podem aliviar as dores, como banhos, massagens, relaxamento, etc.
Após o parto: ela faz visitas à nova família, oferecendo apoio para o período de pós-parto, especialmente em relação à amamentação e cuidados com o bebê.
Doulas certificadas pelo Brasil www.doulas.com.br
VANTAGENS:
- diminuir em 50% as taxas de cesárea
- diminuir em 20% a duração do trabalho de parto
- diminuir em 60% os pedidos de anestesia
- diminuir em 40% o uso da oxitocina (hormônio geralmente utilizado para começar ou acelerar o trabalho de parto)
- diminuir em 40% o uso de fórceps.
(Dados retirados do site www.doulas.com.br)
E 6 semanas após o parto, mulheres que tiveram doulas:
*Menos ansiosa e depressiva;
*Mais confiante com seu bebê;
*Mais satisfeita com seu parceiro
* Maior sucesso na amamentação;
( Estas estatísticas aparecem em ” A Doula faz a diferença” de Nugent in Mothering Magazine, Março-Abril 1998 e ” A Doula” By Klays em Chilbbirth Instructor Magazine, 1995)
*Menos ansiosa e depressiva;
*Mais confiante com seu bebê;
*Mais satisfeita com seu parceiro
* Maior sucesso na amamentação;
( Estas estatísticas aparecem em ” A Doula faz a diferença” de Nugent in Mothering Magazine, Março-Abril 1998 e ” A Doula” By Klays em Chilbbirth Instructor Magazine, 1995)
Retirado do blog: http://crisdoula.com/?page_id=2
sábado, 4 de agosto de 2012
Sonho meu
Essa semana estava eu na casa da minha sogra almoçando,sogra e cunhada conversando sobre filhos,meu sobrinho de 3 aninhos chegou em mim e falou assim!
-Titia quando vc tiver um filho ele não vai nascer no medico,ele vai nascer aqui e eu vou ver e vou pegar ele e dar ele para o papai dele!!
Depois que comecei a estudar sobre partos meu sonho é ter meu filho na minha casinha,no meu cantinho!!
Quem sabe é um sinal ele ter falado isso para mim!=)
Se eu não tiver condições de ter meu filho em casa pretendo pelo menos passar meu trabalho de parto no meu lar!Quero ir para o hospital somente qd o trabalho de parto tiver bem ativo.
Quero do meu lado somente meu marido e minha doula!!Sim!!Terei uma doula!!
E vc sabe o que é uma doula??
-Titia quando vc tiver um filho ele não vai nascer no medico,ele vai nascer aqui e eu vou ver e vou pegar ele e dar ele para o papai dele!!
Fiquei tão emocionada na hora!!
Depois que comecei a estudar sobre partos meu sonho é ter meu filho na minha casinha,no meu cantinho!!
Quem sabe é um sinal ele ter falado isso para mim!=)
Se eu não tiver condições de ter meu filho em casa pretendo pelo menos passar meu trabalho de parto no meu lar!Quero ir para o hospital somente qd o trabalho de parto tiver bem ativo.
Quero do meu lado somente meu marido e minha doula!!Sim!!Terei uma doula!!
E vc sabe o que é uma doula??
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